Y. Yamada: Fronteiras de Negócios

SEMP, que durante muito tempo fez tanto ou mais sucesso que os mais modernos e sofisticados aparelhos de TV da atualidade.” Foi o ponto de partida de mais de quatro décadas de troca de experiência, impressões, opiniões e definição de estratégias conjuntas. Na opinião de quem conhece o mercado, houve uma evolução bastante clara, baseada em similaridades importantes entre as duas empresas, entre elas a agilidade operacional, a transparência e a busca permanente por resultados.
Nos tempos dos mercados globalizados, a Y. Yamada se destaca como um dos principais parceiros da Semp Toshiba em todo o país, exibindo números ascendentes na comercialização de eletroeletrônicos e dos produtos da Semp Toshiba Informática. Hoje, as lojas do Grupo paraense vendem mais televisores da Semp Toshiba do que de qualquer outra marca, alcançando um desempenho que tem se mostrado fundamental à empresa na manutenção do primeiro lugar no ranking de vendas do setor. Na opinião de Hiroshi Yamada, essa liderança reflete o trabalho direcionado à valorização da marca e de atributos como tecnologia e confiabilidade. Essa estratégia, segundo ele, foi ao encontro das expectativas dos consumidores que buscam segurança e qualidade. “Com muita coragem, a Semp Toshiba conseguiu captar e traduzir essa necessidade ao oferecer 50 meses de garantia a toda a sua linha de produtos.”
Quem já foi a Belém e conhece de perto o cotidiano da Y. Yamada logo percebe que, apesar do perfil alinhado às exigências de um mercado que cresce em competência e competitividade, a empresa guarda muito das características de meio século atrás. Uma delas é a vontade de expandir a fronteira de negócios. Segundo seu Vice-Presidente Comercial, a expectativa para 2002 é aumentar o faturamento em pelo menos 10% em relação ao ano passado.
Os planos de levar a Y. Yamada para além da fronteira do Pará já existem, mas devem ficar mais tarde. “Tudo tem seu tempo”, filosofa Hiroshi Yamada, que, aos 59 anos, nunca perde a oportunidade de exercitar uma das virtudes dos ancestrais japoneses: a paciência.

29 lojas distribuídas por vários municípios do estado do Pará.


A Y.Yamada mostra sua força e se destaca como um dos principais parceiros comerciais Semp Toshiba.

Quem já parou por alguns minutos para tentar estabelecer uma ligação entre a extensão territorial brasileira e as oportunidades de negócio relacionadas às diversidades culturais e geográficas já deve ter notado um fato que, se não chega a ser propriamente um fenômeno, é no mínimo uma curiosidade: a presença de redes de varejo especializadas em determinadas áreas do país. Baseadas nessa especialização, uma combinação bem equilibrada entre diferencial e habilidade, algumas acabaram por construir histórias de várias décadas, recheadas de números positivos capazes de espantar aqueles mais acostumados ao dia-a-dia das grandes lojas estabelecidas nas cidades do sul e do sudeste. Belém guarda um bom exemplo disso. É na capital do Pará que está a sede da Y. Yamada, uma rede de varejo com atuação tão marcante e tradicional que é raro encontrar famílias que não tenham adquirido ao menos um eletrodoméstico em uma de suas 29 lojas, distribuídas por vários municípios do estado. Mas nessa história de pioneirismo há muito mais para ser contado. O Y. Yamada é, na verdade, um dos maiores grupos empresariais da região amazônica, de capital absolutamente paraense, com negócios espalhados pelos setores de comércio, serviços, turismo e pecuária, reunindo mais de 4.200 funcionários e a vocação para o crescimento. “ O sucesso se baseia no respeito absoluto aos nossos clientes, que merecem o melhor do nosso empenho e dedicação” resume Hiroshi Yamada, Vice-Presidente Comercial do Grupo.
Essa atenção especial tem sido a mesma desde 1950, quando a empresa foi fundada pelo japonês Yoshio Yamada e o filho mais velho, Junichiro Yamada, que acreditaram no potencial de uma região que, na época, parecia um desafio exagerado até para os mais arrojados. De início difícil, dedicado ao comércio de sementes de hortalíças, flores e pequenos implementos agrícolas, o negócio prosperou. E diversificou-se. “Em 1960, quando já tinhamos algumas lojas em Belém, nos tornamos um dos pioneiros na oferta do PT 76, o rádio capelinha da